Divagando...

Divagando...
Bosque da Princesa em Pindamonhangaba - Foto de Maria Teresa de Brum Fheliz Benedito

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

O Evangelho de ontem.

O Evangelho de ontem, fala para todos nós e fala aos líderes do mundo,aos governantes, a todos os adminstradores.
Vamos lá:

A parábola do administrador desonesto - Lc 16,1-13

Depois, Jesus falou ainda aos discípulos: “Um homem rico tinha um administrador que foi acusado de esbanjar os seus bens. Ele o chamou e lhe disse: ‘Que ouço dizer a teu respeito? Presta contas da tua administração, pois já não podes mais administrar meus bens’. O administrador, então, começou a refletir: ‘Meu senhor vai me tirar a administração. Que vou fazer? Para cavar não tenho força; de mendigar tenho vergonha. Ah! Já sei o que fazer, para que alguém me receba em sua casa quando eu for afastado da administração’. Então chamou cada um dos que estavam devendo ao seu senhor. E perguntou ao primeiro: ‘Quanto deves ao meu senhor?’ Ele respondeu: ‘Cem barris de óleo!’ O administrador disse: ‘Pega a tua conta, senta-te, depressa, e escreve: cinquenta!’ Depois perguntou a outro: ‘E tu, quanto deves?’ Ele respondeu: ‘Cem sacas de trigo.’ O administrador disse: ‘Pega tua conta e escreve: oitenta’. E o senhor elogiou o administrador desonesto, porque agiu com esperteza. De fato, os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz. Eu vos digo: usai o ‘Dinheiro’, embora iníquo, a fim de fazer amigos, para que, quando acabar, vos recebam nas moradas eternas. Quem é fiel nas pequenas coisas será fiel também nas grandes, e quem é injusto nas pequenas será injusto também nas grandes. Por isso, se não sois fiéis no uso do ‘Dinheiro iníquo’, quem vos confiará o verdadeiro bem? E se não sois fiéis no que é dos outros, quem vos dará aquilo que é vosso? Ninguém pode servir a dois senhores. Pois vai odiar a um e amar o outro, ou se apegar a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e ao ‘Dinheiro’”.

"O que diz o texto do dia?
Leio com atenção o texto de hoje: Lc 16,1-13 que narra a parábola do administrador desonesto.
Muitos acham esta parábola desconcertante. Ela diz claramente que o administrador era desonesto. E, no entanto, o patrão o louva. Mais ainda: Jesus o apresenta como modelo. O administrador usa de sua esperteza. Procura cercar-se de amigos. E os faz através dos devedores do seu patrão. O recurso que utiliza é engenhoso e desonesto. O patrão admira o seu engenho. Muitas vezes falta aos cristãos a criatividade. Como diz Jesus noutra passagem: ser "simples como as pombas e prudentes como as serpentes" (Mt 10,16). O Mestre não louva o erro, o engano, mas a habilidade, a criatividade. Na parábola de Jesus, Deus é o patrão defraudado que nos recebe no seu Reino".
http://www.paulinas.org.br/diafeliz/?system=evangelho&action=busca_result&data=22%2F09%2F2013
IMAGEM DA INTERNET

domingo, 22 de setembro de 2013

Doce Primavera!

Foto clicada por meu bem, José Carlos


A Primavera chegou!

E com ela nova esperança no coração de todos nós.
Esperança de um mundo melhor, de pessoas trabalhando,
estudando, tendo um atendimento na saúde perfeito,tendo uma boa casa para morar com bons políticos e depois
poder se alegrar na doce Primavera.
Primavera é luz, é alegria.
Primavera é cor que se espalha pela natureza.
Primavera é música, por que os pássaros farão cantoria
diante das flores.
As borboletas multicoloridas cochicharão e por certo
nos encantará.
As joaninhas visitarão as flores dando uma beleza ainda
maior aos nossos jardins.
Primavera é amor.
E quanto romance se iniciará na doce Primavera?

Infinitos deles e se deliciarão com o perfumar da doce Primavera.
Primavera botão em flor, como os botões de rosas que estão se abrindo em nosso jardim, dando as boas vindas a doce e querida Primavera!
                
Um abraço e feliz Primavera a todos, Maria Teresa

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Não morra querida Árvore!

FOTO RETIRADA DA INTERNET

Onde você está minha querida árvore, não te vejo, não te encontro.
O que fizeram contigo?
Por que foges de mim?
O que fiz para ti, que não a encontro para abrigar-me sob tua sombra?
Plantei muitas de ti ao longo do meu caminhar e onde tu estás?
Estou sem ar, não consigo respirar, socorre-me querida árvore.
Onde tu estás árvore querida?
Não se deixe mais se matar por ninguém, resista, preciso de ti, estou sem ar...estou com sede, não morra por favor!
    Maria Teresa

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Sonhos não envelhecem jamais

Foto clicada por mim, 
sou apaixonada por esta roseira, 
ela me dá rosas o ano todo, 
até durante a poda alguma surge dos brotos, 
agradeço a Deus este carinho

                           Sonhos não envelhecem,
por maior que seja o tempo
que se passe deste sonho sonhado,
até realizá-lo, o sonho está sempre novinho.
O sonho não tem tempo e nem espaço.
O sonho nunca envelhece,

sempre e sempre o sonho está a nascer!
Maria Teresa

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Estão voltando as flores! Primavera está chegando.

                       

                        Mas como tudo é um ciclo 
                          na vida e no tempo,  
está findando o inverno 
e com a nova Primavera vem também 
a esperança de realização de velhos sonhos 
e a oportunidade de sonhar sonhos novos 
e quiçá realizar todos eles.

Com a chegada da primavera todos os botões 
desabrocham para a vida!
Vem vindo aí a Primavera, mas enquanto 
ela não vem aproveitemos este instante 
de final de inverno para meditar sobre o Amor,
sobre o Amor Incondicional.

Maria Teresa
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domingo, 15 de setembro de 2013

Evangelho: O filho Pródigo!

Image da internet

As parábolas da Misericórdia é o centro do Evangelho de Lucas.
Para mim todo o Evangelho está contido na Parábola do Filho Pródigo, segundo Lucas.
Para mim esta Parábola é a mais bonita de todas que Jesus nos contou.
Quando leio ou medito a Parábola do Filho Pródigo, me sinto sempre voltando ao colo do Pai, sempre me redimindo de alguma culpa.
Nunca me acho o suficiente no colo do Pai, sempre quero mais, sempre me vejo voltando, esta é a verdade, me sinto sempre mudando meu modo de viver, de agir, me sinto convertendo a cada meditação, sempre tenho alguma coisa para ser convertida, me sinto sempre mudando a direção da minha vida em direção ao colo do Pai Misericordioso.
Graças a Deus que isso acontece.
Muitas vezes nós fazemos como o filho mais jovem, pegamos nossas coisas e nossa viola e vamos embora do Pai e gastamos tudo de bom e bonito que construímos ao longo da vida e vamos embora até de nós e ficamos nus do sentimento de Deus.
Quando fazemos isso, quando partimos da casa do Pai, Deus fica com o coração contrito, dolorido.
Por outras vezes somos como o filho mais velho, pensamos que estamos perto do Pai, por que vamos a Missa, rezamos, damos esmolas, mas de verdade estamos aquém do Pai.
Somos como o filho mais velhos, com ressentimentos, reclamando de tudo e julgando tudo a nossa volta.
O Pai aqui também fica com o coração entristecido, por que o filho mais velho pensa que está de verdade ao lado Dele, mas não está.
Voltando ao filho mais jovem, mas nos colocando no contexto da parábola.
Chega um dado momento que nos vemos no fundo do poço, gastamos tudo, estamos com fome de amor, nos sentimos sozinhos, nos sentimos nus, rasgados nas vestes e na alma.
E vem o arrependimento e pensamos no Pai com ternura e percebemos que quando estávamos lá na casa Dele, tínhamos tudo.
E vem a coragem de voltar, de pedir perdão e nos achegamos de novo ao colo do Pai e de cabeça baixa, pedimos perdão e o Pai que é todo Misericórdia nos acolhe num abraço perdoando nossos pecados e se faz morada em nosso coração, através desse abraço. Deixar a casa do Pai é negar que pertencemos a Deus, não é a casa física que abandonamos, mas a casa espiritual que é Deus, o Pai amado.
A casa do Pai é o centro do nosso ser, é o nosso coração, é a nossa alma.
Vamos fazer como o Filho Pródigo, retornar sempre, toda hora para o colo do Pai.
Mas tem um, porém, o filho mais novo voltou, mas o filho mais velho, todo revoltado, o Pai o chama para comemorar a volta do irmão, mas ele diz que esta festa é sem propósito.
Uma coisa que ia esquecendo de dizer, este filho mais velho é cada um de nós que está longe do Pai embora perto mas longe, por que na maioria das vezes não fazemos a vontade do Pai e sim a nossa miserável vontade e nos afastamos do Pai, embora morando na mesma casa.
Jesus termina a estória falando assim: Convinha, porém, fazermos festa, pois este teu irmão estava morto, e reviveu; tinha se perdido, e foi achado”.
Fica uma pergunta para nós.
Iremos entrar na casa do Pai e celebrarmos juntos ou continuaremos ressentidos, reclamando e julgando?
Qual será de verdade nossa decisão?
Foi por isso que Jesus terminou a estória, a linda parábola do jeito que terminou, para que pensássemos e tomássemos a melhor decisão.

             Um abraço fraterno, Maria Teresa

sábado, 7 de setembro de 2013

7 de Setembro: Que Independência é essa?

Sete de Setembro, Dia da Independência do Brasil!!!
Que Independência é essa?
Que Independência é essa que existem tantos analfabetos?
Que Independência é essa que o tráfico de drogas e armas estão cada vez maiores?
Que Independência é essa que o brasileiro não pode "ir e vir", como assegura a Constituição Brasileira?
Que Independência é essa que  não há trabalho para todo brasileiro?
Que Independência é essa que a saúde está super doente?
Que Independência é essa com a corrupção aflorada
 em todos os setores?
Que Independência é essa onde tem "dois pesos e duas medidas" para julgar alguém, o pobre é julgado de  uma forma e o rico de outra, diante do mesmo crime?
Que independência é essa que temos condenados fora da cadeia?
Como festejar a Independência do Brasil, se me sinto tão prisioneira de valores não verdadeiros de uma sociedade corrupta e manipuladora?
                              
        Maria Teresa

terça-feira, 3 de setembro de 2013

O Canto da Primavera, de Luiz José de Brum, meu querido pai

Foto clicada por José Carlos, meu amor.


Um conto lindo e brejeiro, escrito por meu pai na década de sessenta, é lindo demais, espero que vocês gostem...


            A Primavera chegara com suas flores, com o céu muito azulado, com temperatura amena e naquele dia Regis madrugara e começava a se preparar para uma viagem ao campo.
            Numa grande mala colocou telas, pincéis, tintas e outros apetrechos para pintura, colocando também um caderno em branco, canetas e tintas, fecharam-na e colocou-a ao lado de uma barraca para acampar.
            E como só houvesse caminhos estreitos para o lugar que ia ele colocou tudo aquilo no lombo de um burro e encilhou um cavalo, para aquela viagem.
            Já tinha feito o seu desjejum e já ia saindo quando alguém aparece e grita: “Não vai levar os enlatados e os frangos que assei? Vai viver como índio?
            Aquela criatura, dona Maria, lhe falava meneado a cabeça como se quisesse dizer: “este menino vive no mundo da lua”!
            A pessoa que lhe falava era dona Maria a velha governanta que o criara, ele voltou acariciou-lhe o rosto e sorriu dizendo: “já sei o que quer me dizer, precisa casar-te, vives no mundo da lua e assim não vais criar raízes”!
            Ele replicou sorrindo e pegando a matalotagem (termo caboclo, no sentido de provisões), colocou também, no lombo do burro, virou-se para a velha governanta disse:
            - Você está pensando que vou para o deserto do Saara?
            Eu devo encontrar camponeses por perto e eles são muito hospitaleiros e depois as matas são muito ricas em frutas.
            -Qual o que e você sempre confiando na sorte, disse a dona Maria sorrindo e com lágrimas nos olhos e com tanta meiguice completou: - eu não confio não, temos que ser previdentes.
            Ela o amava como a um filho  o vira nascer e com tristeza vira os pais dele partir para a eternidade, um tio que ficou como tutor de Regis e ele não tinha outros parentes, ele voltou e beijou-lhe a testa e depois montou em seu cavalo e partiu.
            A região para onde ele ia era afamado pela abundância de animais silvestres de diversas espécies, aves raras numa floresta ainda virgem com suas pradarias com variedades incríveis de flores.
            Ele era um poeta, pintor e músico, mas era muito mais poeta do que qualquer coisa, já havia publicado vários livros.
            De outro local um homem munido de máquinas fotográficas e materiais de ampliar fotografias, este homem também levava sacos de apanhar borboletas, garrafas, vidros, quadros e outros apetrechos para estudar a natureza, era um naturalista estudioso da natureza.
            E ainda de outro lugar da cidade outro homem partia para o mesmo lugar munido de sacolas, espingarda, faca, cartuchos era um caçador.
            Todos os três seguiam para o mesmo local.
            Ao chegarem cada um se alojou em locais diferentes, um não sabia da presença do outro, cada um estava ali por um motivo diferente, era três homens de personalidade diferente e com certeza não se entenderiam por coincidência os três chegaram ao anoitecer.
            Armaram suas barracas, como disse cada um num local diferente, nenhum deles podia imaginar da presença um do outro.
            O dia surgiu lindo e na mata na qual só se ouvia o pio triste da coruja, durante a noite agora o canto dos pássaros reinava naquele lugar, das árvores gotejava gotas de orvalho que se irisavam ao sol e lá do fundo das matas e campinas vinham os balsâmicos aromas das folhas, e o suave perfume das flores silvestres.
            Vinha também um canto repassado de encantamento, tão doce, tão suave que Regis saiu de sua barraca e ficou como estátua a contemplar aquela cena enternecedora que lhe causava um que de alegria e melancolia, um êxtase, um que de saudade.
            Depois deste êxtase Regis começou a pintar um quadro aproveitando aquela paisagem que descortinava diante dos seus olhos.
            E o tempo passava sem que Regis percebesse então ele ouve uma vozinha mais linda que a do sabiá cantar:
            “Canta, canta ó mavioso sabiá!
            Prá doce primavera chegar!
            Canta prá saudade espantar!

            Canta, canta ó mavioso sabiá!
            Prá brisa como um beijo matinal!
            Com encantamento divinal!

            Pois sem ti tudo é tristeza tudo é tristeza!
            Árvores desfolhadas sem beleza!
            Chamo teu canto cheio de clareza!
            Prá primavera vir com certeza!

            Pois é o cantor que sempre gera
            No coração a fortaleza!
            Sem a pressa e que não desespera
            Canta tu ó cantor da primavera!

            Era um menino que vinha chegando descuidado que ao dar com Regis tenta voltar correndo.
            - Não corram você pode se machucar volte!
            O menino parou lá ao longe e ficou observando e percebendo que Regis não  queria fazer nenhum mal voltou, a curiosidade era mais forte que o medo.
            Regis contempla com ternura aquela figurinha loura de olhos azuis.
            - Onde moras?
            -Moro lá embaixo perto do Ribeirão!
            - Não tem medo destas florestas?
            - Não minha mãe e meu avô me ensinaram a ir só até onde não tem perigo.
            - E o que o senhor está fazendo aqui?
            - É aí que o senhor mora?
            É essa a tua casa?
            - Vamos devagar, uma pergunta de cada vez, mas antes de responder as suas perguntas não seria bom que nos apresentássemos?
             - Eu me chamo Regis e você como se chama?
            - Me chamo Isaías.
            - Agora que somos amigos vamos sentar e Regis estende um pano sobre a relva perto de sua barraca.
             O menino diz:
            - O senhor ainda não me disse o que veio fazer aqui.
            - Sabe você um menino muito inteligente e perguntador.
            - Como posso te dizer? Já sei!
            - Você ouve o cantar dos pássaros?
            - Ah sim, o senhor veio para ouvir o cantar dos pássaros?
            -Sabe as aves em cativeiro não tem o mesmo canto tão belos como os que vivem aqui nas matas.
            - O que é cativeiro?
            - Cativeiro é lugar onde os homens ou os pássaros ficam sem liberdade, para os pássaros, por exemplo, é a gaiola.
            Nesse momento o sabiá começou a cantar e Régis diz:- Tem coisa mais bela que esse canto?
            - Tem sim disse o menino, a minha mãe ela é mais bonita e canta mais bonito também.
            - O meu avô sempre diz assim: “Marta tu és a coisa mais bonita deste mundo e canta mais lindo que o sabiá”!
            - Qual tua idade Isaías?
            - Seis anos, minha mãe disse que assim que eu completar sete anos teremos que ir para a cidade para que eu possa freqüentar a escola.
            - Por que você só fala em sua mãe e seu pai também não é a coisa mais bela para você?
            - Não tenho pai ele morreu quando eu ainda era um bebê assim disse minha mãe.
            - Desculpa-me disse Regis, não queria lhe entristecer.
            - Não faz mal, já estou acostumado.
            - E eu ainda não disse o que vim fazer aqui e como você é muito inteligente acho que vai me entender.
            - Sou poeta, compositor...
            - Sei sim, a minha mãe sempre canta e recita poesias e me diz os nomes das pessoas que fizeram aquelas músicas e poesias, como Regis e Castro Alves, ela diz que está me preparando para a vida.
             - Mas por que o senhor mora numa barraca e não numa casa igual a nossa?
            - Não mor aqui eu vim buscar inspiração para escrever meus poemas, as minhas músicas e pintar meus quadros.
            - O que é inspiração?
            Isaías não deixava passar nada.
            - Inspiração é alguma coisa que a gente sente e faz com que nos dê vontade de cantar, de escrever ou de pintar coisas bonitas.
            - Está ouvindo o sabiá cantando?
            - Isto me faz pensar em poesias e pinturas, isto é inspiração.
            - Está contente com a explicação?
            - Mais ou menos, respondeu Isaías.
            - Agora sou que vou perguntar.
            - Quem lhe ensinou aqueles versos que você vinha cantando quando se encontrou comigo?
            - Foi minha mãe, ela mesma o fez para mim.
            - Está vendo neste canto foi o sabiá a inspiração.
            - Ela sente como se houvesse necessidade do sabiá cantar para que a primavera surja cheia de beleza para espantar a tristeza e vir a alegria.
            - E agora, ouve lá embaixo o barulho do ribeirão?
            - Para alguns aquilo é um simples barulho e para outros é como vozes de crianças murmurando, correndo e brincando.
            - Puxa o senhor é igualzinho a mim eu também penso que são crianças falando e durmo ao som do regato.
            - Eu gosto do som da goteira da chuva caindo em cima do zinco do nosso rancho lá atrás de casa.
            - Agora fiquei gostando mais ainda do cantor da primavera, não esquecerei jamais, disse Regis.
            - - O senhor fala tão bonito eu gostaria que fosse conhecer a minha mãe e meu avô.
            - Não acha que está ficando tarde demais para você ficar aqui?
            - Sua mãe deve estar preocupada.
            - É mesmo, puxa tenho que ir, mas quero que o senhor venha também.
            - Irei amanhã, disse Regis.
            - Mas o senhor não vai me deixar ver aí dentro?
            - Ora quase não tem nada para ver mas vamos entrar.
            - O que é isso?
            - É uma tela, vou pintar nela algum cenário da natureza e vou colocar lá alguma coisa que me venha na memória também.
            - O que é cenário da natureza?
            - Você não está vendo o céu, as árvores, a flor, aqui um campo aberto, ali as matas fechadas, mais lá embaixo o rio?
            - Tudo isto forma o cenário da natureza, qualquer dia deste vou mostrar-te um quadro que devo pintar enquanto estou aqui, tudo isso é muito bonito, mas precisa ser visto com amor.
            Isaías saiu correndo dizendo que ia voltar no dia seguinte, mas quando estava viu lá embaixo na encosta da montanha outra barraca, nesta idade se tem muita curiosidade e nenhuma prudência e ao invés de ir para casa dirigiu-se para lá.
            Encontrou lá o Dr. Fritz a examinar qualquer coisa com uma enorme lente.
             Dr. Fritz estava tão concentrado no exame que realizava que não o viu chegar.
            Enquanto isso Isaías olhava aquelas caixas com vidros cheios de insetos e outras com folhas comprimidas em lâminas de vidro.
            Nisso Dr. Fritz se vira e o vê, que o olhava atentamente e quando ele se volta para o Dr. Fritz este diz como que maravilhado: Que belo espécime da natureza!
            - Puxa todo mundo fala da natureza!
            - O que é natureza?
            - O senhor Regis fala em cenário da natureza o senhor também fala em natureza.
            - Como poderei te dizer?
            - Está vendo estas árvores, estes campos, estes besouros aqui, este sol que nos ilumina e tudo e tudo mais que não foi feito pelas mãos dos homens formam um conjunto que nós chamamos de natureza.
            - Mas o senhor Regis disse que isto tudo é cenário da natureza.
            - É ele tem razão, ele é pintor e é poeta.
            - Então vamos dizer que tudo isto é obra da natureza e a natureza é alguma coisa que não conhecemos e foi ela que criou tudo isso que chamo de natureza e o senhor Regis de cenário da natureza.
            - Mas meu avô disse que foi Deus que fez tudo isso.
            - Então vamos dizer como seu avô e como o senhor Regis diz: Deus criou a natureza e a natureza criou tudo isso e também o cenário para as pinturas do senhor Regis.
            - O que é isso?
            - Isso é uma lente, olha aqui veja este besourinho, veja como ele fica grande!
            - Puxa como ele fica cabeludo!
            - O senhor veio aqui só para espiar as coisas com essa lente?
            - Não, vamos dizer que estou estudando a natureza, para ver como vivem os animais, as plantas e classificá-los em famílias.
            -Plantas têm família?
            - Sim tem, vou falar das coisas que você conhece: a abobreira, o chuchuzeiro e melancia são da mesma família.
            - Ah...  disse Isaías admirado e pegou a lente e começou a olhar tudo através dela e Dr. Fritz o ajudou colocar na distância correta para melhor observar.
            E depois não muito satisfeito por causa de sua grande curiosidade se despediu e saiu correndo para casa.
            No entanto não era dessa vez ainda que ia direto para casa, ele avista outra barraca e vai para lá correndo, era a barraca do caçador, ele se preparava para ir caçar.
            Isaías um tanto medroso e cauteloso a sua maneira fica observando.
            - Oi! Diz o caçador.
            - Oi! Responde o menino.
            - O senhor veio também para ouvir o canto do sabiá como o senhor Regis ou veio para estudar a natureza como o Dr. Fritz?
            - Eu vim me distrair, vim caçar.
            - O meu avô disse que a gente só mata os animais quando a gente precisa se alimentar, ele disse que é crueldade caçar só para se divertir.
            - Vai me dizer que você não tem uma atiradeira ou estilingue, como vocês dizem por aqui?
            - Não tenho respondeu Isaías, respondeu zangado.
            - Não vamos brigar, eu gosto de crianças e gostei de você, como se chama?
            - Me chamo Isaías!
            - Eu me chamo Demétrio!
            Na casa de Isaías o avô e a mãe estavam preocupados, pois Isaías nunca se demorara tanto e saíram para procurá-lo e como sabiam das preferências do menino se dirigiram para o lado onde era mais abundante de sabiás e ali tinha algumas árvores frutíferas.
            Encontraram o senhor Regis que informado do acontecido também saiu a procura do menino e encontraram o Dr. Fritz que disse que o garoto tinha estado ali conversando com ele,mas que já havia saído há algum tempo.
            Combinaram que cada um seguisse uma direção, pois o menino podia ter se perdido na floresta e quem o achasse deveria dar um assobio bem alto.
            Senhor Regis encontra o menino, ele ainda estava na barraca do caçador e disse: - Isaías tua mãe e teu avô estão preocupados com você, pensando que você estava perdido na floresta e deu um assobio bem alto e virando-se viu o caçador e disse, desculpa-me, mas estou um tanto afobado, até logo e partiu com o menino.
            - Agora me leve até sua casa e o caçador os seguiu um tanto de longe.
            - O senhor viu como minha mãe é bonita?
            - Como poderia observar a beleza da tua mãe, com o susto que levei de saber que havia desaparecido.
            - Então a olhe quando encontrar e mais lá embaixo todos se encontraram e depois de abraçá-lo sua mãe o advertiu para que não fizesse nunca mais isso que acabar de fazer.
            E todos são convidados a irem a casa deles, irem à casa de Marta, este era o nome da mãe de Isaías e foram todos juntos e Isaías disse ao Regis: - viu como minha mãe é linda!
            - É sim sua mãe é muito bonita, mas não fale assim que sua mãe pode não gostar.
            - Meu avô  sempre diz que ela precisa arrumar um pai para mim, ele diz que já está cansado para poder ajudar.
            - O que está resmungando aí  Isaías?
            - É melhor vir aqui para perto de mim!
            Chegando a casa os três foram convidados a entrar e passaram o resto do dia ali, faz tempo que não temos visitas e este acontecimento merece uma comemoração, disse Mateus, o avô de Isaías.
            - Aqui estamos senhores, quatro homens, cada um com seu ideal e qual seria o melhor ideal?
            - Um poeta e pintor, o senhor Regis; um cientista o Dr. Fritz e o senhor Demétrio que caça por esporte.
            - O poeta e pintor é o cantor da natureza que às vezes vive no mundo da fantasia que se distraíram pelos caminhos da vida e iam aspirando o perfume das flores e colhendo uma aqui e outra acolá, como Chapeuzinho Vermelho fazia e foi apanhada pelo lobo malvado a indigência.
            Os cientistas procuraram tanto a causa das coisas que se perderam no emaranhado da confusão, tal como ignorantes da ciência se perderam nos emaranhados dos mistérios.
            O primeiro tornou-se ateu o segundo um fanático. O caçador traz em si o homem da caverna, mas graças a este instinto, a raça sobreviveu, dirá o senhor Fritz.
            Mas todos têm um coração que pulsa que ama.
            Não sei se o senhor Fritz pode ser um cientista da estirpe do pai do meu neto, ele estudava a natureza muito mais buscando as leis que a regem para colocá-la a serviço da humanidade do que buscar uma cadeia de transformação dos seres que sempre levam muitos talvez.
            Ele acreditava como o senhor, que Deus criou tudo em substancia e assim o que tinha de chegar a ser cão já tinha substancia de cão e o que tinha substancia de baleia ia com certeza ser uma baleia e aquele que chegaria a ser homem tinha substancia de homem e não um macaco que se transformou em homem.
            As ditas espécimes que teria dado origem a outrem pode ser muito bem as espécimes que desapareceram e não eram elo que liga a coisa nenhuma, mas como ia dizendo todos nós temos um coração que pode amar e pode odiar, a prova é que todos estavam preocupados com Isaías.
            E estou certo que o senhor Demétrio não titubearia em usar de todos os meios para defender este menino, portanto fico grato a todos e acredito que o certo é o equilíbrio, embora o homem estude a natureza ele mesmo é capaz de produzir toda e qualquer espécie de transtorno a ela.       
            E eu quem sou perguntarão vocês.
            Um místico metido aqui neste deserto, se não somos ateus, com certeza já temos um pouco de místico, sou um professora aposentado, vim para cá para ajudar meu genro na confecção de um livro sobre a natureza, mas um acidente o vitimou e sua obra ficou parada, estamos aqui esperando vender este sítio e voltar para a cidade, embora gostasse mesmo era de ficar aqui, mas temos de pensar em Isaías.
            Senhores, vocês não vieram para escutar uma arenga, mas para comemorarmos um acontecimento, vamos ao brinde, mas devo dizer que este não é nenhum licor e nem um champanhe, mas sim uma limonada, o que poderia ser melhor não é?
            É o néctar dos deuses quero que o meu neto aprenda a ser um homem sóbrio.
            Depois da ceia a noite cada um voltou para sua barraca.
            O Dr. Fritz ficou interessado no livro inacabado assim como numa coleção de borboletas e besouros, no decorrer da conversa o Dr. Fritz havia falado no perigo do desequilíbrio da natureza com a extinção de certos animais e pela devastação das matas, o senhor Demétrio diante disso disse que ia embora e se sentia um réu sendo julgado por um tribunal, a sua consciência estava adormecida ou mal informado, aqui se orientara melhor.
            Assim no dia seguinte saiu daquele cenário.
            Marta era realmente muito bonita e Dr. Fritz e Regis queriam casar-se com ela, mas ela rejeitou os dois e Isaías que era muito esperto percebeu tudo.
            Dr. Fritz depois de muitos meses treinou seus estudos e já dizia que ia partir, mas antes queria ver a obra inacabada do pai de Isaías e lá encontrou muita coisa que ele procurava e propôs publicar o livro depois de completá-lo.
            Assim o professor redigiu um contrato que ambos assinaram, aquilo era um patrimônio para o neto e Marta.
            Agora chegara a vez de Regis partir e Isaías fica muito triste; poetas e crianças parece que falam a mesma linguagem, vivem no mundo da fantasia, no mundo do “faz de conta”.
            E como o amor é inventivo o menino inventou mil estratégias para forçar Regis ficar, um dia pediu para pitar se retrato, mas não parava quieto para a pintura nunca terminar, depois de esgotado tudo que ele podia imaginar, fingiu-se doente com dor de barriga e não queria comer.
            A princípio todos se assustaram, inclusive Regis, mas depois todos notaram que era mais um truque de Isaías.
            Marta adivinhou que o problema era que ele não queria que o Regis fosse embora, ele também havia notado as artimanhas do menino para que ele ficasse.
            Marta pediu licença a todos e foi conversar a sós com seu filho e lhe disse que era uma pena ele estar doente, pois havia prometido a Regis que logo iriam visitá-lo.
            Isaías acaba por pedir desculpas por ter mentido, dizendo que só queria que o senhor Regis ficasse como meu pai.
            Meu filho, você é um bom menino e o beijou.
            O menino disse a Marta, eu vi o senhor Regis pedir para a senhora casar com ele.
            Marta falou, então é isso, você o quer como pai?
            Então vou dar o meu sim ao senhor Regis, eu também o amo e creio que ele vai ser um bom pai para você.
            De um pulo sem dar tempo de detê-lo, Isaías saiu correndo até a barraca de Regis e ele percebeu que Isaías não tinha nada de errado e ficou contente ao vê-lo.
            Senhor Regis a minha mãe vai dizer sim, não era isso que o senhor desejava também?
            Sim é isso, sua mãe gosta de mim também e sei que vamos ser todos muito felizes, Regis o abraçou e o beijou;
            Depois...
            Ora! Depois, vocês já sabem o que acontece quando tudo dá certo não é?  
                          Escrito por meu pai Luiz José de Brum

Mimo de Gracita

Delicadeza de Roberta Maia

Como é bom viver...

Hum, como é bom viver a vida com responsabilidade e alegria!
Mas vida é curta para ser vivida com intolerância, com mau humor e estupidez como tenho visto por ai.
A vida é para ser vivida como se fosse um desabrochar de uma rosa, lentamente. Como o despertar do girassol, que se espreguiça todo até ficar olhando o sol, para melhor aproveitar a sua vida.
Viver a vida como se ela fosse uma sinfonia de pássaros matinais e se prestar atenção ouvirá uma sinfonia diferente a cada amanhecer, é só não ter pressa e ouvir, porque os pássaros estão lá a cada amanhecer.
Viver a vida sem pressa alguma porque a pressa não deixará experimentar o doce sabor que ela oferece a cada dia e olha, ela oferece sabores diferentes e crescedores de se viver.
Viver a vida como se não houvesse noites e só dias e dias de sol.
Então faça da noite do viver o mais lindo dia de sol!!

Arte: Émilie Munier
Autoria: Maria Teresa

Palavras da autora: “...nasci rodeada por livros, boa música, pinturas de quadros (papai tinha um atelier em casa), bordados (mamãe bordava lindamente) e muita religiosidade, caçula de três irmãos homens, temporã de pais na meia idade, fui educada com muito amor e mimo......adoro poesia e deixo o coração ditar e minhas mãos copiarem sobre o papel e ou teclado...amo ler e escrever, gosto muito de brincar com as letras...”

Maria Teresa tem dois Blogs:
Blogs lindos, cheio de declarações de amor( a seu marido) e muita paz!!!
Conheçam!!!

- Minha querida Maria Teresa, sua base familiar refletiu na linda mulher que é, apesar de conhecer apenas virtualmente, sinto sua energia BOA daqui!
Aqui é seu selinho destaque querida, fique à vontade para leva-lo:


Beijinhos Iluminados e Agradecidos!!

11 Comentários:

  1. Ahhhhhh como é bom VIVER!

    Aproveitar cada momento de sorriso nos lábios!

    Ahhhh como é bom VIVER

    Post inspirador Roberta!
    Amei

    :)

    Responder
    Respostas
    1. An@, sorriso nos lábios, adorooooo...!!!
      Beijinhos Iluminados!!!

      Muita Luz!!

  2. Bom dia Roberta, Parabéns a Maria Tereza pela doçura e sensibilidade, viver a vida sem pressa hoje em dia é um desafio que todos nós deveriamos querer vencer! Ótimo dia! Bjoooooss

    Responder
    Respostas
    1. Kellen,os blogs de Maria Teresa são cantinhos onde ela mostra sua paixão pelo marido e a vida!!!

      Lindo Dia!!!

  3. Conheço os blogs da Maria Tereza e são lindos sempre!!beijos às duas! chica

    Responder
    Respostas
    1. Chica, são lindo nê?!AMO DE PAIXÃO!!!
      São muito transparentes...claros!!!

      Beijinhos Iluminados!!!

  4. Querida Roberta, nem sei como fazermos para agradecer, ficamos deveras muito emocionados.
    Ficou linda sua postagem, trouxemos conosco o lindo selo que nos presenteou.
    Agradecemos do fundo do coração e seja sempre muito feliz e abençoada, que sua vida seja repleta de luz e muito amor sempre...beijos nossos no coração

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    1. Maria Teresa, obrigada você por ter dado a permissão para que uma de suas obras estivesse aqui no Blog Luz!!!
      Fico imensamente feliz que tenham gostado!

      Beijinhos de Luz no coração do casal!!!
      Bençãos Plenas!!

  5. É isso mesmo, como é bom viver e aproveitar de todas essas coisas maravilhosas que a vida tem para nos oferecer. Ás vezes nem damos conta que estão mesmo pertinho de nós :)
    Linda mensagem, os meus Parabéns à autora!
    Beijiinhos

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  6. Olá! Tudo diferente e belo por aqui! Adorei as imagens de muita paz...e harmonia e o texto da Maria Tereza perfeito...vou conhecer...
    Parabéns Roberta!
    Bjs e que seu dia seja ótimo, com paz e bons pensamentos!
    CamomilaRosa

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  7. Olá Roberta,

    Conheço a Maria Tereza. É uma amizade recente, mas já pude constatar a beleza e sensibilidade de sua alma. Seus blogs são excelentes.

    O texto é lindo. Um convite à arte de bem viver.

    A ilustração ficou encantadora com a arte de Émilie Munier. Parabéns pelo bom gosto!

    Beijos.

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